Perturbação da Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA)

Perturbação da Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA)

A hiperactividade é geralmente definida como uma actividade motora exagerada, inapropriada e desordenada da criança. É muito comum serem descritos pelos pais como crianças que “não conseguem permanecer sentadas”, “estão sempre a mexer-se”, “são inconvenientes”.
Esta perturbação acarreta não ó sintomas motores, como também perturbações cognitivas, atencionais e de aprendizagem.

A impulsividade é um dos sintomas principais da hiperactividade, sendo que a criança/adolescente sente a urgência de agir e de ter, vencendo a censura dos pais e do meio social envolvente. Esta impulsividade remete para uma incapacidade de regulação comportamental e falta de inibição.
Enquanto problemática dominante, a hiperactividade comporta implicações ao nível do comportamento e da cognição, independentemente, de poder haver, ou não, défice de atenção.

É descrito na literatura que o aparecimento dos primeiros sinais pode surgir em três faixas etárias antes da idade adulta:
[list style=”white-bullet”]

  • Idade pré-escolar (criança híper-reactiva a estímulos externos, muito agitada, que corre riscos com frequência, dificuldades interpessoais, facilidade em ter acessos de fúria, intolerância acrescida à frustração);
  • Idade escolar (mais associada a défices de atenção);
  • Adolescência (incidência na agitação motora diminui mas mantém-se a intensidade dos sintomas de impulsividade e desatenção).

[/list]


Sinais de alerta para Hiperactividade
(6 dos 9 sintomas, que persistam durante pelo menos 6 meses, a um grau inapropriado e que não corresponda ao nível de desenvolvimento da criança):
[list style=”white-bullet”]

  • Mexe regularmente as mãos e os pés ou fica muito irrequieta na cadeira;/li>
  • Levanta-se durante as aulas ou noutras situações em que deveria manter-se sentada;
  • Muitas vezes corre ou trepa por todo o lado, sendo desadequada;
  • Tem muitas vezes dificuldade em permanecer quieta enquanto realiza jogos ou actividades de lazer;
  • Está frequentemente agitada ou age como se tivesse molas nos pés,
  • Fala frequentemente e demasiado;
  • Impulsividade;
  • Responde a uma pergunta sem que esta tenha sido concluída;
  • Tem frequentemente dificuldades em esperar pela sua vez;
  • Interrompe frequentemente os outros ou impõe a sua presença, mesmo sem ser convidado.

[/list]


Sinais de alerta para Défice de Atenção (6 dos 9 sintomas, que persistam durante pelo menos 6 meses, a um grau inapropriado e que não corresponda ao nível de desenvolvimento da criança):
[list style=”white-bullet”]

  • Não consegue, frequentemente, prestar atenção aos pormenores, comete erros nos trabalhos de casa, nas tarefas ou noutras actividades, por distracção;
  • Tem, frequentemente, dificuldades em concentrar-se no trabalho ou enquanto joga;/li>
  • Parece que nunca está a ouvir quando alguém fala com ela;
  • Não respeita as instruções e não consegue terminar os exercícios escolares e outras actividades sem que surja um comportamento de oposição;
  • Tem, frequentemente, dificuldades em organizar os seus trabalhos e actividades programadas;
  • Frequentemente evita, tem aversão ou realiza contrariada tarefas que exigem esforço mental mais prolongado;
  • Perde muitas vezes objectos de que necessita para realizar trabalhos ou actividades (cadernos, estojo, brinquedos, etc…);
  • Deixa-se frequentemente distrair por estímulos externos;
  • Esquece-se frequentemente de coisas do dia-a-dia.

[/list]

Acompanhamento da Hiperactividade
Parece haver, actualmente, consenso no que concerne uma abordagem global da criança hiperactiva que associa, quando necessário, um acompanhamento complexo que abranja a componente psicoterapêutica, a prescrição farmacológica e acompanhamento médico. O papel da Escola é também fundamental.
O principal objectivo é instaurar, a partir de uma avaliação multidisciplinar, uma estratégia terapêutica personalizada, que tenha sempre em conta a especificidade da sintomatologia, a sua repercussão na qualidade de vida da criança, observável e sentida, e o suporte dos vários contextos da criança (família nuclear, escola, psicólogo, médico).

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *